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O Estádio da Inteligência Brasileira

ATMO
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Estádio Inteligência Brasileira – Durante o AI Brasil Experience 2025, o CEO da Atmo Digital, Arnold Correia, participou do podcast Fala AI Semantix, gravado diretamente do evento. Com energia de quem acredita em propósito antes de performance, ele contou como transformou uma ideia ousada em realidade: erguer, em apenas seis meses, uma arena capaz de receber 20 mil pessoas e conectar tecnologia, cultura e emoção sob o mesmo teto.

Arnold descreveu o evento como um exercício coletivo de construção — “teve um pouco de inteligência artificial e um pouco de loucura natural” —, reunindo 173 expositores, oito arenas temáticas, três laboratórios e até um campeonato de futebol entre robôs programados por estudantes. Na Atmo, essa simbiose entre razão e emoção virou filosofia: engenheiros e criativos trabalhando lado a lado, fundindo tecnologia, storytelling e performance para entregar experiências que inspiram. “Nosso negócio é transformar desejos em realidade”, disse ele, definindo a Atmo como Experience Tech: metade laboratório, metade palco.

A empresa nasceu do hardware — luz, som, projeção — e evoluiu para uma plataforma de comunicação e dados capaz de medir a pulsação de um evento em tempo real. Seu produto, o Atmo Live, é hoje uma das principais plataformas B2B de streaming seguro do país, utilizada por companhias de capital aberto para transmissões críticas. Ali, a IA não é um adorno técnico: ela gerencia credenciamentos, mapeia fluxos de público e entrega ao organizador um retrato estatístico da experiência, com insights sobre comportamento e engajamento.

Essa mesma lógica de dados aplicados à emoção guia a expansão da Atmo. O live commerce é uma das apostas — ainda tímida no Brasil, mas inevitável, segundo Arnold —, assim como o uso de IA na criação de conteúdo. A produção audiovisual ganhou velocidade sem perder a autoria: a máquina seleciona imagens, mas o “fino trato”, como ele define, continua sendo humano. É a fusão entre precisão algorítmica e sensibilidade criativa que sustenta a nova fronteira do entretenimento corporativo.

Nos bastidores, a empresa também virou uma escola de cultura e aprendizado. Treina equipes de grandes marcas, como KPMG e Raia Drogasil, com o mesmo cuidado com que monta palcos — combinando streaming, interatividade e linguagem contemporânea. “O evento é um aculturamento”, resume Arnold. “É a forma mais eficiente de compartilhar sonho, ambição e propósito.”

Ao final da conversa, o empreendedor refletiu sobre longevidade. Mesmo com 35 anos de estrada, a Atmo se renova em código jovem: mais ágil, mais curiosa, mais aberta. Para ele, o futuro da empresa está em permanecer na interseção entre espetáculo e tecnologia — ajudando corporações a celebrar conquistas quando vendem muito e a se reinventar quando vendem pouco. “Você vai ter evento o tempo inteiro”, disse, “porque evento é a tradução do movimento de uma empresa viva.”

Com voz rouca de palco e convicção de engenheiro, Arnold entregou uma frase que sintetiza a tese do AI Brasil Experience: a tecnologia só faz sentido quando amplifica o humano. “Nosso trabalho é ligar mente e coração”, afirmou. “É isso que a máquina ainda aprende conosco.”


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